Boris Johnson afirma que Reino Unido está perto do ponto máximo do surto de coronavírus

O Reino Unido está chegando no ponto de risco máximo do surto de coronavírus, de acordo com Boris Johnson. O primeiro ministro pediu para que as pessoas não percam a paciência com o bloqueio no país. Mas afirmou que “estamos começando a mudar a maré” em relação ao coronavírus.

Afirmou que decidiu manter o bloqueio, sem relaxamentos, para evitar “jogar fora” o “esforço e sacrifício” dos cidadãos. E disse que mais detalhes sobre qualquer possível mudança na política do país em relação a pandemia serão apresentados nos próximos dias.

Os últimos números oficiais registram 20.732 mortes em hospitais no Reino Unido, depois que mais 413 óbitos foram anunciados no domingo. Às 11 horas, no horário britânico de verão, foi realizado um minuto de silêncio para lembrar dos principais trabalhadores que morreram pelo vírus. Johnson e o primeiro ministro da Escócia, Nicola Sturgeon, convidaram o país para participar.

Boris Johnson voltou para Downing Street neste domingo, após três semanas em recuperação, após contrair o coronavírus. Ele pediu desculpas a nação, por estar “longe da minha mesa por mais tempo do que eu gostaria”, e agradeceu a todos os que substituíram neste tempo. Também agradeceu o povo, por sua “coragem e coragem”.

Na segunda de manhã, Johnson disse entender também as preocupações dos empresários, que demonstram impaciência com o bloqueio, e desejam retomar as atividades. Mas, lembrou mais uma vez, que acabar com isso muito cedo, pode levar o país a uma segunda onda de casos, e causar ainda mais mortes, além de um “desastre econômico”, e restrições mais sérias serem reintroduzidas.

“Peço que você contenha sua impaciência”, acrescentou Johnson. Ele terminou o discurso afirmando que há “sinais reais agora de que estamos passando pelo pico”. O primeiro ministro se baseia no fato de que há menos internações hospitalares, e menos pacientes com a covid-19 na terapia intensiva.

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