Banco da Inglaterra se diz “pronto para agir” durante a crise de coronavírus

O diretor do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, disse que estará “pronto para agir”, para apoiar a economia britânica na crise do coronavírus. Sua postura vem de encontro com informações que mostram que a economia do país recuou 20,4% em abril, a maior contração mensal já registrada, enquanto o Reino Unido vivia seu primeiro mês completo em confinamento.

“Ainda estamos dentro de tudo isso”, disse Bailey, que também mostrou que o número estava “alinhado” com as expectativas do banco. “Obviamente, é um número drástico e grande, mas na verdade não é surpreendente”.

O Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) explicou que a queda histórica de abril afetou praticamente todas as áreas de atividades econômicas, uma vez que a cadeia de acontecimentos foi afetando, mais ou menos, diversos setores do país. Assim, seja quem teve de fechar suas portas, ou seja quem sofreu com menores demandas de trabalho, praticamente todos os britânicos sofreram, de uma forma, ou de outra.

Evitando danos a longo prazo

Esta contração foi três vezes maior do que declínio observado durante toda a crise econômica de 2008. Mas a esperança é de que maio apresente uma ligeira melhora, uma vez que neste mês, o bloqueio começou a ser diminuído. Bailey disse que “há sinais de que a economia está começando a voltar à vida”, mas a grande questão é quanto dano a longo prazo a pandemia causaria.

“É nisso que devemos nos concentrar muito, porque é aí que os empregos se perdem”, disse ele.
“Agora esperamos que seja o menor possível, mas precisamos estar prontos e prontos para agir, não apenas o Banco da Inglaterra, mas de maneira mais ampla sobre o que podemos fazer para compensar esses efeitos prejudiciais e de longo prazo”.

O ONS também publicou números referentes aos três meses de fevereiro a abril, que mostraram uma queda de 10,4% em comparação com o período de três meses anterior. As notícias da crise ocorrem quando quase nove milhões de trabalhadores britânicos recebem salários do governo, enquanto o número de pessoas que reivindicam subsídio de desemprego disparou de 856.500 para 2,1 milhões em abril.

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