Brasil chega a 100º medalha de ouro em Paraolimpíadas

O Brasil se tornou, na noite desta segunda-feira (30), o 23º país a superar a barreira das 100 medalhas de ouro em Jogos Paralímpicos. O feito veio por meio do fundista Yeltsin Jacques, que ganhou o título dos 1500m T11, no atletismo, sua segunda conquista em Tóquio.

Ele venceu os 1.500 metros (m) da classe T11 (de pessoas com deficiência visual) com o tempo de 3min57s60, e garantiu o recorde mundial da prova. Yeltsin já havia alcançado outro ouro no Japão, na prova dos 5000 m da classe T11. Na prova desta segunda, a medalha de prata ficou com o japonês Shynia Wada (4min05s27) e o bronze foi para Fedor Rudakov (4min05s55), do Comitê Paralímpico Russo.

Realizando a quarta edição consecutiva entre os 10 primeiros colocados do quadro de medalhas, o país mudou de patamar no movimento paralímpico depois de obter a garantia de um financiamento estatal contínuo, previsto nas Lei Agnelo/Piva, das Loterias, de 2001, e agora colhe os frutos, crescendo em ritmo acelerado no ranking histórico de medalhas.

Se até então o Brasil havia conquistado 23 medalhas de ouro entre 1972, na Alemanha, em sua primeira participação, e os Jogos de Sydney-2000, quando subiu ao lugar mais alto do pódio seis vezes, já na primeira edição com financiamento público perene para o esporte paralímpico o país chegou a 14 medalhas de ouro em Atenas-2004. Depois foram 16 em Pequim, 21 em Londres, na melhor campanha da história, e 14 no Rio.

Em Tóquio, faltando ainda mais da metade das provas para serem realizadas, já são 13 medalhas de ouro, o que indica que um novo recorde pode ser estabelecido. E esse possível feito vem depois de mais um novo marco em relação ao financiamento público do movimento paralímpico. Se até 2015 o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) recebia 15% de uma fatia de 2% do arrecadado pelas Loterias, desde então o cálculo é de 37,04% de 2,7% do arrecadado.

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