Medo da covid-19 aumenta o número de acidentes em escadas no metrô de Londres

Com medo de se contaminar com a covid-19, muitos moradores de Londres, usuários do metrô local, não querem segurar o corrimão das escadas rolantes. Como resultado, as quedas com risco de vida aumentaram, de acordo com as autoridades do transporte público.

Entre abril e junho, doze pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas no metrô, enquanto 23 pessoas passaram pelos mesmos problemas nos ônibus. O resultado é maior do que qualquer período de três meses no ano de 2020, e no início de 2021.

“Um dos maiores riscos que temos são quedas em escadas rolantes causadas por pessoas que não seguram o corrimão”, disse o diretor da agência “Transport for London” (TfL), Andy Lloyd. “Há um problema com a percepção de que o corrimão não está limpo por causa da pandemia”, afirmou, durante um painel de segurança esta semana.

Os maiores riscos estão entre os idosos, que contam com possibilidades maiores de quedas, em momentos como quando tentam colocar uma bagagem nas escadas rolantes. Outro problema corriqueiro tem sido a embriaguez de alguns passageiros, durante a noite, cujas viagens aumentaram após o fim do confinamento.

Para resolver o problema a TfL, órgão governamental que administra o transporte público na Grande Londres, pretende aumentar a instalação de dispositivos de luz ultravioleta nos corrimões das escadas rolantes, para suprimir qualquer vestígio de coronavírus.

“O número de pessoas mortas, ou feridas, aumentou à medida que os clientes voltam à rede. O índice de lesões nas escadas e nas escadas rolantes continua relativamente alto”, afirma um relatório sobre a segurança dos passageiros divulgado esta semana pela TfL e citado pelo Telegraph.

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