Mudanças climáticas colocam em risco itens antigos de sítios arqueológicos

Cerca de 22.500 sítios arqueológicos do Reino Unido estão em perigo, de acordo com a BBC. 10% do território britânico é coberto por zonas úmidas, que preservam com perfeição artefatos antigos. Por ter um solo com pouco oxigênio, os materiais orgânicos, como roupas, objetos de couro e madeira, são melhor preservados até serem encontrados.

Em caso de seca do solo, tudo o que ainda não foi encontrado será decomposto com maior velocidade, como a Muralha de Adriano, no norte da Inglaterra, próximo à Escócia. A construção que data entre os anos 122 e 126, no Império Romano, ainda é pouco explorada, mas com muito potencial. É considerada, inclusive, uma “cápsula do tempo”.

“Esse lugar tem o potencial de ser, para ser bastante franco, sensacional. Basicamente tudo que os romanos utilizaram aqui por 300 ou 400 anos pode ter sido preservado praticamente no mesmo estado em que foi descartado, o que é uma oportunidade incrível”, explicou Birley.

Outro local, o forte de Vindolandia, que também está em risco, já teve encontrado por arqueológicos itens como uma luva de boxe romana em couro, além da carta mais antiga do mundo escrita a mão, por Claudia Severa, esposa de um comandante, que convida na carta uma amiga para uma festa de aniversário em 11 de setembro, há 1.900 anos atrás.

Análises do solo das zonas úmidas estão em andamento, com o temor de que, com as mudanças climáticas que aquecem o solo, possa acelerar a decomposição de itens não apenas do Império Romano, como elementos ainda mais antigos, datados da Idade do Bronze e da Era Paleolítica.

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