Bolsa de Valores das Favelas busca levar desenvolvimento às comunidades brasileiras

As favelas do Brasil, que contam com milhares de habitantes em todo o país, e rendem produtos e serviços das mais variadas formas, contam agora com um projeto que busca levar desenvolvimento para os pequenos negócios e startups das comunidades.

A Bolsa de Valores das Favelas é um projeto da plataforma de investimentos DIVIhub, em parceria com a G10 Favelas, organização que reúne representantes das dez maiores favelas do Brasil, como Paraisópolis, Heliópolis ou a Rocinha.

As duas empresas que foram abertas para investidores para esta Bolsa são o G10 Bank Participações, startup que busca levar serviços bancários para as favelas, além de garantir microcrédito para pequenos negócios. E a Favela Brasil Xpress, plataforma que entrega produtos em locais onde lojas virtuais e aplicativos não entregam.

A ideia essencial é a de que outros projetos, dentro das favelas, tenham a oportunidade de contar com investimentos de vários acionistas, que podem comprar cotas de investimentos por valores a partir de R$ 10.

Estudos afirmam que o empreendedorismo é uma realidade nas favelas do Brasil. São mais de 290 mil comércios registrados em seis mil comunidades no país. Sendo 43,5% destes vindos das dez comunidades que compõem o G10.

Apesar de existir apenas dois empreendimentos disponíveis na Bolsa das Favelas, o projeto já conta com 18 empresas. Ao aquirir as cotas, o investidor receberá os rendimentos baseados em lucros ou receitas. A plataforma DIVIhub esclarece todo o processo.

“Todo mundo vai poder ser dono de um pedacinho de um projeto do G10 Favelas e receber de volta rendimentos por isso”, disse o CEO da DIVIhub, Ricardo Wendel, em nota. Além disso, a plataforma já tornou público que remuneração da empresa com a operação será revertida em doações de cestas básicas ao G10 Favelas.

Gilson Rodrigues, presidente do G10, afirma que a bolsa tem o intuito de democratizar os investimentos. “Parece que a B3 é apenas para os mais ricos comprarem e venderem ações, e que a comunidade, que também tem vontade de estar no mercado de capitais, não tem acesso”, disse.

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