Boris Johnson elimina todas as restrições impostas para conter Covid-19 no Reino Unido

Boris Johnson, o primeiro ministro do Reino Unido, anunciou nesta segunda (21), o fim das restrições contra a Covid-19. O premiê afirmou que o país tem “níveis de imunidade suficientes” para confiar em vacinas e tratamentos.

Há oposição política no país e relutância das autoridades de saúde, e além disso, a Rainha Elizabeth II testou positivo no último domingo (20) para o coronavírus. Mas ainda assim, o governo seguirá com o cronograma.

Com o anúncio da estratégia denominada “Vivendo com a Covid-19”, realizado no Câmara dos Comuns, o governo acaba com a obrigação legal de autoisolamento dos infectados, a partir de quinta-feira, e com sua política de testes gratuitos para detectar a doença, a partir de abril.

— Vamos aprender a viver com esse vírus — disse o premier, que aproveitou para desejar melhoras à rainha. — Sei que toda a Câmara (dos Comuns) se juntará a mim para enviar nossos melhores votos a Sua Majestade, a Rainha, para uma recuperação completa e rápida. É um lembrete de que este vírus não desapareceu. Mas graças à incrível campanha de vacinação, o país está um passo mais próximo de voltar à normalidade e de finalmente devolver a liberdade às pessoas.

Assim, termina nesta quinta-feira a exigência de autoisolamento após teste positivo. Embora aqueles que forem diagnosticados sejam aconselhados a ficar em casa e evitar contato com outras pessoas por pelo menos cinco dias completos. Também não é mais obrigatório comunicar os empregadores se estiver com a doença, e o auxílio do governo para quem estiver isolado acabará, assim como o rastreamento de contatos de rotina.

— A partir de 1º de abril, quando o inverno terminar e o vírus se espalhar menos facilmente, encerraremos os testes gratuitos para sintomáticos e assintomáticos do público em geral — disse Boris, ressaltando que os exames gratuitos continuariam disponíveis para os mais vulneráveis.

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