Presidentes de China e Estados Unidos conversarão sobre a guerra na Ucrânia

Os presidentes de Estados Unidos e China conversarão, hoje, sobre a crise causada pela invasão da Rússia na Ucrânia. Além disso, Joe Biden e Xi Jinping também conversarão sobre outros assuntos.

A Casa Branca anunciou a reunião nesta quinta (17), mas não deu detalhes sobre qual lado que tomou a iniciativa da conversa.

A teleconferência é a primeira entre os dois líderes sobre o assunto, e é a primeira reunião dos líderes desde novembro de 2021. O evento segue uma reunião em Roma na segunda-feira entre o assessor de segurança nacional americano, Jake Sullivan, e o diplomata chinês Yang Jiechi.

Os EUA classificaram a conversa como parte de “esforços contínuos para manter as linhas de comunicação abertas” entre os dois países. Além da guerra na Ucrânia, os líderes conversarão sobre como gerir a concorrência internacional entre os dois países.

A conversa vem em meio a atenções do Ocidente em relação a China. Um documento, levantado pelo New York Times, afirma que autoridades chinesas pediram que os russos não invadissem a Ucrânia antes do final dos Jogos Olímpicos de Inverno, que ocorreram em Pequim. A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, menos de uma semana após a Cerimônia de Encerramento.

Além disso, Vladimir Putin, presidente russo, e Xi Jinping formalizaram uma aliança global anti-Ocidente. Os líderes declararam, na ocasião, oposição a qualquer expansão da Otan, aliança que reúne países europeus, EUA e Canadá, e que tem sido motivo de críticas por parte da Rússia.

Em resposta através de nota ao jornal, o porta-voz da embaixada chinesa nos EUA, Liu Pengyu, disse que as afirmações são “especulação sem nenhuma base, com a intenção de culpar e difamar a China”.’

Autoridades chinesas tem demonstrado um certo apoio em relação à Rússia em sua invasão, mas sem declarações mais fortes a respeito. A China disse “lamentar” as mortes na Ucrânia e definiu a situação atual como “indesejável”, mas não reconheceu a ação russa como invasão. Ao invés disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, afirmou que o conflito tem uma “história e realidade complicados” e que apoia “todos os esforços diplomáticos”. 

Mas, apesar de lamentar, a China não impôs nenhuma sanção à Rússia, ao contrário dos EUA e países europeus. Em reunião com líderes europeus, Xi instou avanços diplomáticos e alertou que sanções contra Moscou afetarão as finanças globais, a energia, o transporte e a estabilidade das cadeias de suprimentos e amortecerão a economia global que já está devastada pela pandemia. “E isso não interessa a ninguém”, completou.

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