Com alta de casos de covid-19, Reino Unido inicia campanha pela quarta dose da vacina

Com aumento de casos diários de covid-19 no Reino Unido, o país deu início, nesta segunda (21), em uma nova rodada de vacinação contra o coronavírus. A princípio, a quarta dose será oferecida a pessoas com mais de 75 anos e imunodeprimidos com mais de 12 anos.

Serão cinco milhões de pessoas aptas para a vacinação, com 600 mil já sendo convocadas nesta semana.

A segunda dose de reforço chega junto com novas preocupações em relação à covid-19, embora a pandemia tenha sido encarada como endemia pelo governo, que retirou todas as restrições, e tenha perdido espaço nos noticiários, que estão mostrando em seus jornais a guerra na Ucrânia.

Uma em 20 pessoas no Reino Unido está infectada atualmente, de acordo com a ONS, escritório que estuda estatísticas no país. 5% da população na Inglaterra, ou 1,5 milhão de pessoas, tiveram covid-19 somente na semana que terminou no dia 12 de março.

Entre os motivos do avanço do vírus, especialistas citam que a a sub-variante BA.2, dominante no país atualmente, é 30% mais contagiosa do que a ômicron. E, entre outros elementos, há o fato de que não há nenhuma restrição sanitária no país, o que inclui a não obrigatoriedade de máscaras e exigências de quarentena. Além da resistência das vacinas dos recém-convocados estarem em baixa.

Os dados oficiais indicam que o número de novos casos entre a população com mais de 70 anos é recorde. Mas essa não é a única preocupação dos especialistas que aconselham o governo britânico. A grande preocupação é a chegada de uma nova onda no país, enquanto o NHS registra falta de pessoal, em licença médica.

O governo trata, atualmente, a covid-19 como endemia, ou seja, uma doença que, embora exija cuidados, poderia conviver com os cidadãos, que sendo vacinados, não ofereceria grandes perigos, como os lockdowns efetuados em 2020.

Além disso, a guerra na Ucrânia, que está em destaque nos noticiários por quase um mês, em meio a tantas situações vividas no Leste Europeu, assim como suas consequências para todo o mundo, tem sugerido que, com a falta de informações sobre a covid-19, pessoas possam “baixar a guarda” em relação a cuidados sanitários.

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