Pentágono afirma que Ucrânia começou a recuperar terreno invadido por russos

Apesar de estar sob forte pressão russa há exatos um mês, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, o exército ucraniano tem conseguido se manter ativo em sua resistência. O Pentágono, na última terça (22), afirmou que os ucranianos tem conseguido recuperar alguns locais dominados por forças russas.

Para a CNN, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que a resistência ucraniana, que conta com milhões de dólares em armas e ajuda militar oferecidos pelo Ocidente, tem sido “feroz”, com os ucranianos “se reposicionando em alguns lugares e frequentemente à ofensiva”

“Estão perseguindo os russos tirando-lhes de lugares onde já haviam estado previamente”, destacou, particularmente em Mykolaiv, cidade ao sul do país, que está sob ataque por causa do porto de Odessa. “Temos visto que isso agora tem aumentado nos últimos dias”, indicou.

Kirby, no entanto, afirma que não poderia confirmar relatos do governo ucraniano que as tropas do país haviam retomado uma cidade, na busca por outras retomadas nos próximos dias. Mas seria “consistente com o tipo de combate e os tipos de capacidades que vimos os ucranianos usarem”, disse ele.

Desde o início do conflito, há exatos um mês, os ataques vindos de Moscou devastaram várias cidades da Ucrânia, o que ocasionou a fuga de dez milhões de pessoas de suas casas, três milhões destas procurando refúgio em outro país. Além disso, sobe a cada dia o número de civis mortos e feridos.

Entre os ataques ucranianos, um alto funcionário do Pentágono informou que houve contra-ataque ucraniano em Izium, cidade a sudeste de Kharkiv. O local é importante para os russos por ser de conexão à áreas que são pró-Rússia, as regiões de Lugansk e Donetsk. “O que vemos hoje são lutas significativas dos ucranianos para tentar recuperá-la”, disse o alto funcionário, que pediu anonimato, a repórteres.

O funcionário também trouxe problemas enfrentados pelos russos, entre eles a falta de comunicação, que os obrigam a usar telefones celulares. Além disso, há relatos de tanques e veículos sem combustível, e de falta de comida, e até de equipamentos para a proteção do frio. A invasão teve início durante o final do inverno. “Coletamos informações que mostram que alguns de seus soldados sofreram (de frio) e não estão mais aptos a lutar”, disse o funcionário.

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