Rússia diminui presença em Kiev, após negociações com Ucrânia na Turquia

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou ações de cessar-fogo na Ucrânia. São as primeiras ações de retirada desde o início da guerra, em fevereiro. Moscou afirmou, e foi comprovado em seguida com vídeos de tanques em retirada, que iria “reduzir drasticamente a atividade militar em Kiev e Tchernihiv”.

A motivação foi feita em meio às negociações de paz que aconteceram em Istambul, capital da Turquia, com a presença do presidente do país, Recep Tayyip Erdogan. Especialistas afirmam que a retirada poderá dar a Putin imagens para sustentar um discurso de vitória, dizendo que “seus objetivos foram alcançados”.

Do lado ucraniano, a proposta é a de neutralidade militar, com o país não se aliando na OTAN, a aliança militar do ocidente. Esta é uma das demandas russas, uma vez que se dizem ameaçados pela presença ocidental, o que inclui os Estados Unidos, em suas fronteiras. Além disso, os ucranianos também propuseram consultas sobre o estado atual da Crimeia, região anexada pela Rússia em 2014.

Já o lado russo, por sua vez, aceitaria a entrada da Ucrânia na União Europeia, permitindo que o vizinho integrasse o bloco econômico e político europeu. Também não pressionaria mais o governo de Zelensky, além de solicitar que a Ucrânia siga as condições da Convenção de Genebra, de 1949, em relação aos prisioneiros de guerra russos, tratando-os dentro das regras da convenção, e facilitando o eventual retorno para a Rússia, ao fim das hostilidades.

A Turquia, que é membra da OTAN, mas que também tem relações com o governo russo, intermediou as conversas justamente por estas condições. O presidente turco pediu para que ambos os lados “parem com a tragédia”.

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