Balança comercial alemã tem superávit de 3,2 bilhões de euros

A balança comercial da Alemanha fechou com saldo positivo de 3,2 bilhões de euros em março de 2022, segundo relatório divulgado pelo Destatis, o departamento de estatísticas alemão.  

As exportações totalizaram 120,6 bilhões de euros, 3,3% a menos do que em fevereiro deste ano. Já as importações ficaram em 117,4 bilhões de euros em março, 3,4% a mais do que no mês anterior.

“Fatores como o foco nas exportações com política de economia aberta, o alto desempenho das empresas de médio e grande porte, os fortes centros econômicos e a boa taxa de emprego contribuíram para que a balança comercial da Alemanha se mantivesse positiva”, explica o especialista em logística Luís Felipe Campos, que possui experiência no setor internacional, principalmente no trade Europa-América Latina.

Comparando com março de 2021, período ainda de restrições causadas pela pandemia, as exportações na Alemanha cresceram 8% e as importações aumentaram cerca de 20%. “Setores como automotivo e componentes veiculares, máquinas e equipamentos pesados, além do setor farmacêutico, químico, produtos eletrônicos, óticos e metais contribuíram para o balanço positivo da balança comercial da Alemanha em 2022”, comenta Campos.

Os efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia já começaram a refletir na balança comercial alemã. Segundo o Destatis, as exportações da Alemanha para a Rússia, em março deste ano, registraram queda de 62% em relação a fevereiro do ano anterior, com um saldo de 900 milhões de euros, como resultado das sanções impostas à Rússia por causa da guerra na Ucrânia. Já as importações da Rússia tiveram queda de 2,4% com saldo de 3,6 bilhões de euros no mesmo período. 

“O embargo do petróleo russo causou aumento de preços na Alemanha, o que afetou toda a economia. O conflito terá consequências mais amplas, afetando as cadeias de suprimentos. Muitos embarques, tanto aéreo, rodoviário e marítimo, já programados foram suspensos, gerando um transtorno nos controles e custos logísticos”, conclui Campos.

 

 

 

 

 

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