Greve ferroviária do Reino Unido promete ser a maior em 30 anos

Desde ontem (21), o Reino Unido enfrenta uma greve ferroviária que pode ser a maior em 30 anos. Dezenas de milhares de funcionários iniciaram uma disputa salarial que os sindicatos avisam que pode acontecer em forma de ação coordenada com outros setores.

Além da terça, quando a greve foi iniciada, mais de 50 mil trabalhadores do setor ferroviário britânico interromperão os serviços também na quinta e sábado. Os protestos são contra o congelamento de salários e cortes de empregos.

“Diante de uma agenda tão agressiva –cortes em empregos, condições, salários e pensões– o (sindicato) RMT não tem escolha a não ser defender industrialmente nossos membros e parar esta corrida ao fundo do poço”, disse Mick Lynch, secretário-geral dos trabalhadores ferroviários, marítimos e de transporte (RMT).

As negociações de última hora, para evitar a greve, fracassaram, de acordo com Lynch. O que significa que a agenda de greve continuarão, além de outras estarem planejadas.

Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, disse por sua vez que os sindicatos, na verdade, estariam prejudicando aqueles que eles alegam ajudar.

“Ao seguir em frente com essas greves, eles estão afastando os passageiros que, em última análise, apoiam os empregos dos trabalhadores ferroviários, ao mesmo tempo em que impactam empresas e comunidades em todo o país”, disse Johnson em comunicado.

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