Reino Unido substitui Ucrânia como sede da Eurovision 2023

O Reino Unido será a sede do Eurovision de 2023 em nome da vencedora, a Ucrânia. A mudança de sede acontece devido aos conflitos no país, que acontecem desde fevereiro. A guerra, inclusive, mudou com uma tradição da competição.

Era costume, por décadas, que o país vencedor do concurso musical seja o anfitrião do próximo ano. Mas razões óbvias de segurança fizeram com que a União Europeia de Radiodifusão (EBU) mudasse a sede do evento para o Reino Unido, vice-campeão da edição.

O Reino Unido foi sede do evento pela última vez em 1998, em evento assistido por uma média de 200 milhões de pessoas, na Europa e em todo o mundo. A Ucrânia já está classificada diretamente para a grande final.

“É uma grande pena que nossos colegas e amigos na Ucrânia não possam sediar o Festival Eurovision da Canção de 2023”, disse o diretor-geral da BBC, Tim Davie, em comunicado. “A BBC está empenhada em tornar o evento um verdadeiro reflexo da cultura ucraniana, além de mostrar a diversidade da música e criatividade britânicas.”

Boris Johnson, na época primeiro-ministro inglês e atualmente no cargo de forma interina, por ter renunciado, disse que acreditava que a Ucrânia deveria e poderia sediar o evento em 2023. Johnson disse no Twitter que concordou na semana passada com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que “onde quer que o Eurovision 2023 seja realizado, deve celebrar o país e o povo da Ucrânia”.

“Como agora somos os anfitriões, o Reino Unido honrará essa promessa diretamente –e fará um concurso fantástico em nome de nossos amigos ucranianos”, acrescentou Johnson, que tem sido um grande defensor da Ucrânia.

O Eurovision deste ano aconteceu na Itália, e teve a Kalush Orchestra, da Ucrânia, como vencedora. O grupo recebeu uma onda de apoio do público na final da competição.

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