Reino Unido quer exigir prescrição médica para preenchimento labial

A Comissão de Saúde e Assistência Social do Reino Unido emitiu um relatório, onde é demonstrada a preocupação do órgão com os riscos ligados à “insatisfação com a imagem corporal” dos britânicos. Os parlamentares que criaram o relatório pedem que imagens alteradas por softwares de manipulação de imagens, como o Photoshop, postadas com frequência por influenciadores nas redes sociais venham com alerta avisando que a imagem foi alterada digitalmente.

Além disso, eles pedem por novos padrões de treinamento para profissionais que realizam procedimentos estéticos minimamente invasivos, assim como solicitam que preenchimentos sejam feitos no país apenas com prescrição médica.

O comitê afirma que o impacto da imagem corporal na saúde mental e física é “amplo”, e o governo “não está fazendo o suficiente para entender a escala dos riscos” ligados à esta insatisfação. Eles afirmam que o padrão estético atual, disseminado por imagens de redes sociais, muitas delas manipuladas digitalmente, contribuem para o desenvolvimento de transtorno dismórfico corporal, uma doença psiquiátrica, na qual a pessoa tem uma percepção distorcida de sua imagem corporal e uma preocupação com um defeito imaginário na aparência.

Atualmente, profissionais de estética não precisam de nenhuma qualificação obrigatória para realizar tais procedimentos, que são considerados como “minimamente invasivos”. Qualquer pessoa, no Reino Unido, pode fazer um curso e fazer o preenchimento.

A procura por procedimentos desta natureza ganhou muitos adeptos nos últimos anos, com influência de nomes como Kylie Jenner e Kim Kardashian. A tendência traz preocupação para especialistas, por acreditarem que os britânicos acabam sendo vítima de uma indústria estética cosmética com pouca regulamentação.

O relatório também pede que mais ações sejam colocadas em prática para combater a obesidade e ajudar a prevenir que as crianças desenvolvam problemas de imagem corporal no início da vida.

Tom Quinn, diretor de assuntos externos da Beat, instituição de caridade para distúrbios alimentares, parabeniza a proposta do Comitê de Saúde e Assistência Social e afirma que “embora ver publicidade irresponsável ou imagens de mídia social não seja a única causa do desenvolvimento de um transtorno alimentar, a pressão para se adaptar a uma forma ou tamanho corporal específico pode ter um efeito incrivelmente prejudicial na autoestima e no bem-estar, principalmente em pessoas mais jovens”.

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